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Ser ou não ser

  • 11 de nov. de 2014
  • 1 min de leitura

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O ser humano deseja ser para sempre. Há nele uma certa fome de eternidade. Será que em algum momento da sua vida e em plena consciência, o ser humano poderá querer não ser, não continuar e pôr fim à vida? Procurando ir ao fundo da questão e à margem de crenças e ideologias políticas ou simplismos racionalistas de recorte sofista, acho que não. Seria ir contra a dádiva única e inefável da própria existência que serve de suporte à vida que é a raiz da verdadeira e autênctica liberdade que não se esgota na liberdade de querer isto ou aquilo mas de querer o ser, o bem sempre e a qualquer preço. É por isso que ninguém tem o poder e, por isso, o direito e a liberdade de pôr fim à vida dos outros e da sua própria. Aos meus olhos é justamente aí que mora e se sustenta a dignidade da vida humana em que emerge a inteligência e a consciência do eu e é a raiz da liberdade, da ética e da cultura. Não se trata de um dilema entre a vida ou a liberdade, nem vida ou carteira porque se se optar pela vida perder-se-á muito provavelmente a carteira mas se se optar pela carteira perder-se-ão as duas coisas. Assim também se se optar pela vida poderemos perder a liberdade de escolha mas se optarmos pela liberdade de pôr fim à vida perder-se-ão, com certeza, a liberdade e a vida.


 
 
 

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